Eu não sou o herói, não sou o salvador, nem aquele que o povo espera
No fundo da nevasca, estou sendo congelado por dentro
Não olhe para trás, com a dor dentro do peito, escolhi a minha destruição
Toda promessa vira areia quando nenhum de nós espera cumprir
Deixe fluir, deixe ir, deixe se esvair
E não adiantou cobrir o buraco com algo vazio
Você tem segredos, eu também tenho alguns
E nenhum de nós tem coragem de aparecer no sol
O que seria mais fácil? O que seria mais difícil?
Sem resposta, sem resultado, sem idealização
Sei dos piores, sei também dos melhores
Mas, onde estamos? Onde estou? Estou ocupado recolhendo meu sangue
Veja pela fresta da porta, evitamos a dor por muito tempo
Mas, a vida é dessas não? Não precisa ter sentido, apenas acontece
No brilho azul, conheci coisas que não queria
Tomou conta do meu coração, arrastado pelo arrependimento
Não vou pedir para ir, não vou pedir para ficar
Transparente, meio opaco, aos poucos, deixando de existir, os dias passaram e você sabe muito bem...

Offline)
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.