Aviso de ausência de Vilma Oliveira
YES
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Quisera que esse amor iluminado
Como estrelas a cintilar lá no espaço
Se fizesse luz do sol no teu abraço
Se transformasse num beijo delicado!
Fosse o ar puro de todas as manhãs
O orvalho a banhar risos e flores
Entre os canteiros da alma em cores
A bailar em claras luas como irmãs!
Devaneios que suspiro vez em quando,
Traz até aqui se estás me amando...
Como um sopro cálido da aurora;
Pus-me a olhar-te no espelho da saudade,
Enquanto a morte não me levar à eternidade,
Hei de buscar-te em mim de hora em hora!
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Autor:
Vilma Oliveira (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 30 de março de 2026 20:06
- Comentário do autor sobre o poema: Breve análise deste meu soneto: Você constrói um desejo de "alquimia amorosa". O que é distante e frio (estrelas) deve se tornar caloroso e próximo (luz do sol no abraço). Você pede que o sentimento mude de estado físico: do visual (cintilar) para o sensorial (beijo delicado) e para o vital (ar puro). É o amor que se torna indispensável para a respiração da alma. A imagem das "claras luas como irmãs" bailando entre os canteiros da alma traz uma sensação de harmonia e fraternidade espiritual. O "orvalho", que é uma marca constante na sua poética, aqui não apenas banha as flores, mas também os risos, sugerindo que a alegria é o resultado natural dessa regra afetiva. Aqui você olha no "espelho da saudade" em busca do outro. A saudade deixa de ser um vazio para se tornar um reflexo, uma forma de ver quem se ama mesmo na ausência física. O terceto final é de uma força absoluta. Ao dizer que vai buscar o ser amado "em mim de hora em hora", você resolve o conflito da separação. O amor não está mais fora, no "arrebol" ou nas "nuvens", mas foi internalizado. A menção à morte não soa mórbida, mas como um limite temporal que apenas intensifica a urgência de viver esse amor dentro de si enquanto houver tempo. É um poema de posse espiritual. Você descobriu que não precisa que o vento murmure ou que as estrelas não se apaguem; contanto que você busque o outro dentro de si mesma, o amor estará salvo da eternidade e do esquecimento.
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 98
- Usuários favoritos deste poema: Apegaua, Versos Discretos, Luiza Castro
- Em coleções: Sonetos.

Offline)
Comentários2
De hora em hora, só pode ser um amor homeopático.
Muito bom o escrito, parabéns.
Como premio, ganhará o titulo de Mestra poetisa.
Ficar bem.
Apegaua
Olá poeta! Boa noite! Muito Obrigada por seu comentário
e sua gentileza. Meu abraço fraterno.
Bom dia, poeta! Uma elegância musical! Saudade e devoção através dos versos....o amor que permeia a eternidade. Parabéns, poeta! Abraço poético!
Gratidão por suas palavras de carinho e incentivo.
Meu abraço poético!
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