A Dança da Adaptação

Jairo Cícero

 

 

Não sou árvore de uma só raiz, 
Nem flor que em um jardim se faz feliz. 
Sou a água que contorna, que se molda, 
Em cada forma, a essência se desdobra.
 
 
Me atiro ao novo sem temer a queda, 
Mudo de passo, de canção, de seda. 
No palco da vida, troco de papel, 
E em cada cena, encontro o meu anel.
 
 
Em mar tempestuoso, sou timoneiro, 
Em terra fértil, sou bom jardineiro. 
Na mesa do engenho, sou construtor, 
No campo das ideias, sou criador.
 
 
Não me aprisiono em um só saber, 
Minha força reside em reescrever. 
A melodia que antes era lenta, 
Agora em ritmo novo se apresenta.
 
 
A versatilidade é meu manto, meu escudo, 
Em cada desafio, vejo o mundo. 
Um mundo de chances, de invenções, 
De novas roupagens, novas direções.
 
 
Fluidez é a chama que me guia, 
Que me permite ver o dia. 
Com olhos novos, sem pavor. 
Em cada espaço, meu valor.
 
 
 


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