Sol da alvorada, a nossa vida nunca foi igual à antes
Escondido no seu interior, toda a sua tristeza presa em um lugar
Brincando de esconde-esconde, eu contei até trinta e três
No dia que saí para procurar, acabei nunca sendo achado
A linha de uma agulha é mais dolorosa que uma seringa
Um sentimento tão primal, quase natural, se escondendo dentro das suas veias
Uma vítima, tão inocente, transformada em algo irreconhecível
Um ego crescente, com uma culpa permanente, seu coração e alma juntos
Buscou a redenção, dentro das trincheiras, correndo da perdição
Porque sabe que o amanhecer irá varrer toda insensatez
Assegurei a culpa, numa válvula de escape, um cartucho de bala vazio
E o sangue jorrado foi acidental, não adianta cobrir o rosto com as mãos manchadas
Uma dor imensurável, mais fácil a espada transpassar o peito
Inundado, sendo afogado pelo rio do tempo, não irá voltar à margem
Esperando que a oração seja atendida, despejei a minha humilhação
Percorri a escuridão, buscando a luz, não queria fazer o que fiz
Cordeiro levado para o abate, a sua intenção foi desvirtuada por causa dos pecados
Um sentimento primal, dentro de uma agulha, vai costurando por dentro
Uma vítima, tão frágil, misturada com um ego monstruoso
A culpa, as lágrimas, o vermelho, todos em um, os anjos choram, quando o inocente assumiu o lugar do culpado por amor...
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Autor:
Marsh (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 30 de março de 2026 16:48
- Categoria: Surrealista
- Visualizações: 1
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- Em coleções: Melhores poemas.

Offline)
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