Paro no sinal, e fico só observando.
Andando por entre carros, o vendedor.
Fervor na cabeça; com o sol estrelando.
Ofertando balas, e de qualquer sabor.
Entregador de filipeta se esbarrando
Empurrando e tocando no retrovisor.
Catador de latas fora da faixa andando.
Mancando e mendigando lá vem um senhor.
Lavador de para-brisa; vai ensaboando.
Dando outra visão; mas sem dizer o valor.
O ator do circo num fio se equilibrando.
Olhando; quis fazer parte e sem fiador.
Amor recitei, em poesia declamando.
Terminando, ganhei palma e atiraram flor.
Raquel Ordones #ordonismo #raqueleie
A poesia é (ré)médio
mesmo num sol maior.
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Autor:
Raquel Ordones (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 29 de março de 2026 19:17
- Categoria: Surrealista
- Visualizações: 6

Offline)
Comentários1
Um poema de observação do Cotidiano e a poesia como remédio de uma realidade nua e crua presente no cotidiano das ruas.
Gostei.
Boa Noite, poeta Raquel Ordones!
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