Como um palanque fincado
No solo seco do norte
É sertanejo e doutor
Não nessecita de sorte
É criador de histórias
É trovador de cordéis
Na criação de seu mundo
Se vê caneta e papéis
Pra retratar seu nordeste
Lhe abunda imaginação
Pois viu Chicó e João Grilo
Sair de dentro do livro
E habitar corações
Um erudito tão leigo
Que bela genialidade !
Um leigo tão erudito
Que escreveu na história
A essência da humanidade
Ele partiu deste mundo
Mas, deixou seu legado
Ariano Suassuna
Ariano meu chegado.
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Autor:
Fael (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 28 de março de 2026 13:51
- Comentário do autor sobre o poema: Ao autor e consumador da minha vocação poética Ariano Suassuna
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 22

Offline)
Comentários1
Boa noite poeta! Este poema é uma homenagem vigorosa que utiliza a própria métrica e o estilo da literatura de cordel para celebrar Ariano Suassuna. A imagem do palanque fincado no solo seco traduz perfeitamente a firmeza e a raiz profunda do autor com a terra nordestina. O ponto alto é o jogo de palavras entre o erudito leigo e o leigo erudito, que resume a genialidade de Suassuna: a capacidade de transformar a cultura popular e o povo simples em alta literatura universal. É um tributo carinhoso que reconhece Ariano não apenas como um escritor, mas como um chegado que deu voz à essência da humanidade. Parabéns por seu belo poema! Meu abraço poético.
Agradeço de coração cada palavra , meu abraço mais sincero!
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