Ela olha para cima
como quem escuta um segredo
que o teto não contou
mas o silêncio sussurrou.
Stiviandra Pinheiro—
nome que parece nascer
de um rio calmo
que aprendeu a guardar tempestades.
Nos olhos dela
há perguntas que não pedem resposta,
apenas espaço
para existirem sem pressa.
O vestido florido
não é só tecido—
é jardim que decidiu caminhar,
é primavera que recusou ficar parada.
E o leve sorriso, quase travesso,
parece dizer ao mundo:
“Eu sei algo que vocês ainda vão aprender.”
Talvez seja sobre o tempo,
talvez sobre o amor,
ou talvez sobre essa arte rara
de ser inteira
mesmo quando ninguém está olhando.
E ali,
entre o pensamento e o sonho,
Stiviandra não posa—
ela habita o instante
como quem sabe
que ser
já é um poema.
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Autor:
Stiviandra Lume 🥺 (
Offline) - Publicado: 26 de março de 2026 11:11
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 3

Offline)
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