Vaidade Sem Fim
Tudo era vaidade.
Tudo foi vaidade.
E tudo ainda é… vaidade.
Corri atrás do mundo
como quem persegue o vento,
com as mãos abertas
e o coração inquieto.
Tive muito —
ou pelo menos assim pensei.
Toquei o que muitos desejam,
alcancei o que muitos sonham,
mas dentro de mim…
continuava um vazio sem nome.
Busquei a sabedoria,
e ela veio até mim,
sentou-se ao meu lado,
sussurrou verdades profundas —
mas nem ela foi capaz
de calar o eco do meu querer.
Porque há em mim
um desejo que não descansa,
uma sede que não se sacia,
uma fome que não conhece fim.
Procurei por algo…
mas nem sei dizer o quê.
Talvez sentido,
talvez paz,
talvez aquilo
que não se compra,
não se conquista,
não se entende.
E sim… encontrei coisas.
Muitas.
Mas nenhuma delas…
me encontrou de volta.
No fim, percebi:
não era o mundo que me faltava,
era eu que me perdia
em tudo o que tocava.
E assim sigo,
carregando o peso leve
e ao mesmo tempo esmagador
de desejar sempre mais.
Porque a vaidade…
não grita —
ela sussurra.
E quando damos conta,
já estamos vivendo por ela,
correndo por ela,
existindo… por nada.
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Autor:
Amarildo gastão (
Offline) - Publicado: 26 de março de 2026 04:57
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 1

Offline)
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