De novo, de novo

LF Text

De novo, de novo, sem rodeios 
Tábua quebrada, estrada esburacada 
Pensei que havia deixado o velho, pensei que havia costurado esse erro 
A verdade é que eu tentei, errei, agora estou indo de novo 

Olhos escorrendo pela porta, cemitério de lembranças 
Eu evitei a verdade, logo eu que quis a sinceridade 
Agora, estou merecendo outro soco no meio do estômago 
Ontem a culpa já fez isso, vomitei todas as minhas lágrimas 

Não adiantou enxugar o gelo, não adiantou andar de pés atados 
Quando a mudança começa? Quando a paranóia começa a subir 
Eu preciso de cura, quando me sinto outro leproso 
A fogueira cintilando, está queimando dentro da minha mente 

Me acorde, me faça voltar, me tire tudo 
Eu fiz silêncio, na madrugada, no dia, na noite 
Sangue escoa, silêncio ecoa, a minha mente se despiu e não foi algo bonito de se ver 
E de novo, de novo, eu tive a mesma conversa 

Não acredite no que pensei, não escute o que coração disse, a alma é a única que entendeu 
Luz barulhenta, fluorescente e perdendo a cor, amarelada, sem furor 
De novo, de novo, eu não lembro quem eu era antes, mas eu não posso parar de avançar...

  • Autor: Marsh (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 25 de março de 2026 20:21
  • Categoria: Surrealista
  • Visualizações: 2
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  • Em coleções: Culpa.


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