De novo, de novo, sem rodeios
Tábua quebrada, estrada esburacada
Pensei que havia deixado o velho, pensei que havia costurado esse erro
A verdade é que eu tentei, errei, agora estou indo de novo
Olhos escorrendo pela porta, cemitério de lembranças
Eu evitei a verdade, logo eu que quis a sinceridade
Agora, estou merecendo outro soco no meio do estômago
Ontem a culpa já fez isso, vomitei todas as minhas lágrimas
Não adiantou enxugar o gelo, não adiantou andar de pés atados
Quando a mudança começa? Quando a paranóia começa a subir
Eu preciso de cura, quando me sinto outro leproso
A fogueira cintilando, está queimando dentro da minha mente
Me acorde, me faça voltar, me tire tudo
Eu fiz silêncio, na madrugada, no dia, na noite
Sangue escoa, silêncio ecoa, a minha mente se despiu e não foi algo bonito de se ver
E de novo, de novo, eu tive a mesma conversa
Não acredite no que pensei, não escute o que coração disse, a alma é a única que entendeu
Luz barulhenta, fluorescente e perdendo a cor, amarelada, sem furor
De novo, de novo, eu não lembro quem eu era antes, mas eu não posso parar de avançar...

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