Partículas em penumbra —
vinham, iam.
Nunca corpo.
Promessa sem raiz.
O coração, rubro, insistia.
Pulso dicrótico, esguio.
Mas o tempo dilacera.
Alguns instantes ficam.
Outros, cedem.
E no fim,
permanece o eco
do que nunca houve.
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Autor:
Noétrico (
Offline) - Publicado: 25 de março de 2026 08:23
- Comentário do autor sobre o poema: O poema é sobre insistir em algo sem base sólida, é sobre pisar em local de solo não firme, fala sobre aceitar que o que não houve e ainda assim ressoa, pois mesmo o ruído seja fraco, existiu... Nem tudo que passa se dissolve.
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 14

Offline)
Comentários1
Top das Galáxias o seu estilo!
Seu comentário é inspiração pra continuar… Muitíssimo Obrigado Sinvaldo.
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