Partículas
em penumbra —
vinham,
iam.
Nunca corpo.
Promessa
sem raiz.
O coração,
rubro, insistia.
Pulso dicrótico,
esguio.
Mas o tempo dilacera.
Alguns instantes
ficam.
Outros, cedem.
E no fim,
permanece
o eco
do que nunca houve.
-
Autor:
Noétrico (
Offline) - Publicado: 25 de março de 2026 08:23
- Comentário do autor sobre o poema: O poema é sobre insistir em algo sem base sólida, é sobre pisar em local de solo não firme, fala sobre aceitar que o que não houve e ainda assim ressoa, pois mesmo o ruído seja fraco, existiu... Nem tudo que passa se dissolve.
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 6

Offline)
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