A gente desaprendeu a amar,
E nem percebeu quando isso aconteceu.
Trocaram sentimento por aparência,
E o vazio… ninguém assumiu que cresceu.
Hoje tudo é vitrine,
Tudo é sobre parecer,
Mas quase ninguém pergunta
Se alguém sabe realmente ser.
Escolhem olhos bonitos,
Mas ignoram quem sabe enxergar,
Valorizam corpos perfeitos,
Mas esquecem quem sabe cuidar.
E o amor?
Virou detalhe.
Algo frágil demais
Pra um mundo que só aceita o que é fácil.
A gente tem medo do profundo,
Do que exige ficar,
Então prefere o raso…
Porque o raso não obriga a amar.
Mas no fim da noite,
Quando o silêncio vem cobrar,
Não é o rosto bonito que abraça…
É a falta de alguém que saiba ficar.
E talvez o maior erro da nossa geração
Não seja só escolher errado…
Mas olhar tanto pra fora
E esquecer de sentir o que tem do lado.
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Autor:
Ryan Soares Gil (
Offline) - Publicado: 24 de março de 2026 20:03
- Comentário do autor sobre o poema: Esse poema, pra mim, é quase um espelho do que a gente vive hoje. Eu sinto que, aos poucos, a nossa geração foi trocando o que é verdadeiro pelo que é bonito de ver. A gente aprende a impressionar, mas não aprende a permanecer. Aprende a chamar atenção, mas não a cuidar de alguém de verdade. Esse texto não é só sobre amor… é sobre ausência dele. É sobre quantas vezes a gente deixou passar alguém incrível só porque não encaixava num padrão. Sobre quantas conexões reais foram ignoradas por algo superficial. E, no fundo, sobre o vazio que fica depois. Porque no final, quando tudo silencia, não é a aparência que faz falta… é quem sabia ficar, quem sabia sentir, quem era de verdade. Pra mim, esse poema é um lembrete: beleza chama atenção, mas é
- Categoria: Não classificado
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Offline)
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