A garota pega o estilete e desliza o empurrador
da lâmina,
revelando aquela coisa afiada.
Ela então, com os olhos arregalados,
desliza rapidamente a lâmina sobre a pele,
se formando um corte com várias correntes de sangue
escorrendo pela sua pele pálida.
Mesmo ficando assustada, ela continuou a fazer cortes mais profundos,
formando uma poça de sangue sobre a mesa,
onde ela estava presa naquele momento ''gratificante''.
Com delicadeza, ela abre a cartela daquelas pílulas rosa e azul, e as coloca em sua boca.
Ela engole todas as seis pílulas que estavam em sua boca, fazendo-a a ver tudo turvo.
Mas sua obssessão era tão grande naquele momento.
Com as mãos trêmulas, a jovem pega um porta-comprimidos cheio de pilúlas vermelhas
as toma novamente,
ficando tonta e um pouco fora do controle.
Mais pílulas... e mais.
A garota, caindo no chão de tão tonta que estava, ela diz:
''Isso... é tão... bom... eu preciso de... mais.''
Ela pega a faca e corta seu pulso, começando a se sentir inconsciente.
Sua mente estava em branco, ela não conseguia mais pensar em nada.
Ela pega mais um porta-comprimidos e toma todos que estavam dentro do recepiente,
os engolindo.
''Mais uma... cartela e... eu... morro... de overdo-....''
Disse a garota, pegando desajeitadamente a cartela de pílulas e abrindo.
Com seus dedos totalmente trêmulos, ela pega as 30 pílulas e põe diretamente em sua garganta,
engolindo e se engasgando.
Cuspindo sangue, ela corta seu dedo profundamente, não sentindo nenhuma dor de tão inconsciente que estava.
Com a mão ensaguentada, ela introduz a lâmina diretamente em seu intestino, vendo as vísceras ficarem expostas imediatamente.
O líquido vermelho escorria de sua barriga, formando uma enorme poça de sangue ao chão.
Seu coração estava alarmando que iria parar de bater imediatamente, todavia ignorou.
Em vez disso, cortou sua garganta e caiu no chão.
Seu crânio quebrou, fazendo um barulho assustador.
Sua vida acabou, seu coração parou imediatamente de bater.
Seus olhos que eram negros, ficaram cinzas e esmagados.
Os remédios, as doses e o estilete.
Carente por remédios e automutilação?
Como seu coração suportava tudo aquilo?
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Autor:
Manuella Pokamaja (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 24 de março de 2026 17:18
- Comentário do autor sobre o poema: Bem, um poema um pouco sombrio, digo eu.
- Categoria: Conto
- Visualizações: 1

Offline)
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