“Reflexos de Quem Fui”

PoetadeMarte


Em noites tão calmas como essa, eu me perco em perguntas,
Quando foi que deixei de ser quem eu era sem máscaras?
O espelho já não mostra o mesmo rosto de antes,
Só fragmentos de memórias que ficaram distantes.
O destino escreveu por cima da minha história,
Apagou capítulos, deixou saudade na memória.
Preso num ciclo que insiste em me consumir,
Toda vez que tento fugir… acabo por desistir.
E é sempre você que eu encontro no fim do caminho,
Nas lembranças que aquecem, mas também trazem espinhos.
Saudade de amar sem medo, sem pensar no depois,
De ser tudo pra alguém… e alguém ser tudo pra nós dois.
Mas o tempo não para, ele puxa de volta pra dor,
Arranca-me dos sonhos, lembra quem eu sou.
E eu acordo outra vez, sem saída, sem opção,
Preso nessa realidade que já não cabe no coração.


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Após essa reflexão
isento de autocrítica e de paixão
abandono de vez o velho
e carcomido espelho
fecho os olhos calmamente
e pergunto-me sorridente:
será mesmo que deixei de ser quem eu era?
depois de uma curta espera
a resposta chegou a mim.
posso ter mudado mas gosto de ser assim.
Arhur Santos
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  • Autores: PoetadeMarte (Pseudónimo, Arthur Santos
  • Visível: Todos os versos
  • Publicado: 24 de março de 2026 15:57
  • Limite: 6 estrofes
  • Convidados: Público (qualquer usuário pode participar)
  • Categoria: Reflexão
  • Visualizações: 2
  • Em coleções: Daisy.