Todas as vezes, vejo a mesma coisa, sempre
Não escuto palavras que não são dirigidas a mim
Envolvo as coisas, dentro do meu coração, perco meus limites
Você consegue ver outra coisa em mim?
Preguiçoso demais, não quero pensar sobre isso
Sou o silêncio que permeia a madrugada
Você viu as máscaras? Tem tantas delas penduradas
Não uso nenhuma delas, pois não há o que demonstrar
Por pouco tempo, por muito mais tempo
Contraditório, às vezes simplório, não meio óbvio
Eu contei todos os meus ossos quebrados, porque estive cansado
Nem sábio, nem visionário, sou mais inóspito, também utópico
E quando meus pedaços caem, sempre recolho o que eram
Mãos para dentro do bolso, mente engatilhada
Não há meio certo para se obter o amor
Mas, há muitos meios para se perder algo que nunca achou
Estarei pisando no acelerador, tenho a alma de um observador
Tantas formas, nenhuma delas se encaixou comigo, com certeza, deixei muita coisa para trás...
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Autor:
Marsh (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 23 de março de 2026 21:34
- Categoria: Surrealista
- Visualizações: 1
- Usuários favoritos deste poema: LF Text
- Em coleções: Melancólico.

Offline)
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