O Ranger da Porteira
No campo, a vida é simples,
O sol nasce, as aves cantam.
O vaqueiro sai com o gado
A porteira se abre, um som se faz.
A porteira range e geme,
Som que corta o silêncio.
No campo, a tarde cai
Som que anuncia a volta
Do vaqueiro, com o gado.
O ranger da porteira é um chamado
Que ecoa na fazenda.
Som que faz o coração bater,
A espera é longa, o momento é bom.
O vaqueiro chega, a porteira se fecha
O som some, o silêncio volta
A noite é escura, o campo é vasto,
Mas o ranger da porteira
Fica na memória, um som
Que anuncia a volta e o descanso!
A noite, os causos marcam memória,
O café, a mentira de Pescador alegra,
Logo, todos vão dormir, boa noite!
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Autor:
GINO (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 23 de março de 2026 13:58
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 18

Offline)
Comentários1
Olá poeta! Boa noite! O ranger não é apenas um barulho; é o fio condutor da narrativa. Ele marca o ritmo do trabalho (a saída) e o ritmo do descanso (a volta). O som funciona como um relógio auditivo para quem vive na fazenda. O autor utiliza o silêncio do campo como uma tela, onde o ranger da porteira corta e anuncia. Esse contraste reforça a importância dos pequenos eventos na vastidão da natureza. O fechamento com os causos, o café e a mentira de pescador transporta o leitor para a dimensão do folclore e do convívio. O poema sai do trabalho individual do vaqueiro para o aconchego do coletivo. O estilo é direto e descritivo, com uma estrutura que simula o ciclo do dia: começa com o sol nascendo e termina com o boa noite, criando uma sensação de ordem e paz. Meu abraço poético.
Muito obrigado! Excelente comentário!
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