Eles não começaram como história.
Começaram como colisão.
Duas vontades tortas se encontrando no pior momento,
no pior lugar,
com o tipo de olhar que não promete nada…
mas cobra tudo.
Entre eles não existe calma.
Existe tensão que estala no ar,
palavras afiadas demais pra serem esquecidas,
silêncios que dizem mais do que qualquer toque deveria.
Eles se odeiam.
E é justamente por isso
que não conseguem se afastar.
Ele não sabe recuar.
Ela não sabe ficar.
E mesmo assim,
ficam.
Presos em uma linha fina entre impulso e destruição,
como se cada encontro fosse um erro anunciado
que nenhum dos dois tenta evitar.
Há algo violento no jeito que se aproximam.
Não é carinho.
Não é cuidado.
É necessidade crua,
mal resolvida,
daquelas que não pede permissão
e não aceita controle.
Eles se machucam nas palavras,
se provocam até o limite,
testam até onde o outro aguenta…
como se quisessem provar
quem vai quebrar primeiro.
Mas ninguém quebra.
Só piora.
Porque o problema nunca foi o sentimento.
Foi o tipo dele.
Intenso demais.
Errado demais.
Vivo demais pra ser ignorado.
E no fim…
não são duas pessoas se apaixonando.
São duas pessoas se perdendo
uma na outra. ?
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Autor:
Mirela Beatrís (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 23 de março de 2026 10:17
- Categoria: Amor
- Visualizações: 4
- Usuários favoritos deste poema: SADE
- Em coleções: poesias.

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