Estou a escrever para Ti.
Tu que estás aí…
É para Ti que estou a escrever.
Para Ti que me estás a ler.
E sabes porquê?
Porque sem nunca te ter falado
ousaste aqui ter entrado
querendo me conhecer...
Já me leste nalgum lado,
e de alguma forma te terei “tocado”,
para que viesses até aqui.
Não sei se te fiz rir ou chorar,
esquecer algo ou recordar,
mas vieste…
Por isso escrevo para Ti.
E se queres saber quem eu sou,
sou alguém irónico e mordaz,
para quem o ontem já ficou para trás,
e amanhã é sempre outro dia…
Alguém para quem a Vida é hoje e está aqui,
é o que vejo e não o que vi,
ou que quem sabe irei ver…
Alguém que sabendo ser certa a morte,
não acredita em azar ou sorte
mas nas linhas que escreve…
Palavras,
como estas de vontade formadas,
em frases despreocupadas
de quem à Vida nada deve…
Porque riu o que tinha a rir,
sofrendo sem clemência pedir.
e a rir da morte se atreve.
Alguém que gosta de Ti,
tal qual gosta de Si,
e que acredita haver um lado bom…
Em toda a gente.
Por isso a porta aberta,
e esta mensagem modesta,
para que aqui…
Voltes sempre.
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Autor:
Francisco Ribeiro (
Offline) - Publicado: 23 de março de 2026 06:19
- Comentário do autor sobre o poema: amizade, agradecimento, reconhecimento; ao e pelo outro.
- Categoria: Carta
- Visualizações: 2

Offline)
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