Quando vejo hibisco
Lembro da roça
Com as mãos de meus avós
Na minha cabeça
Cabeça de criança.
Lembro das manhãs cantadas pelo galo;
Das tardes sombreadas pela serra;
Das noites estriduladas pelos grilos;
Das madrugadas assombradas pelo silêncio.
E, de algum jeito,
Quando vejo essa flor vermelha,
Vejo, mais uma vez,
Meu avô apontando estrelas
Minha avó espantando abelhas
Minha mãe catando hibiscos.
E, de algum jeito,
Quando vejo essa flor vermelha,
Vejo-me, mais uma vez,
Rodeado
De estrelas, abelhas e hibiscos.
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Autor:
Ultracrepidário (
Offline) - Publicado: 20 de março de 2026 23:19
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 110
- Usuários favoritos deste poema: Arthur Santos, Vênus Não Terra, Vilma Oliveira, tiagocristão

Offline)
Comentários2
Belas reminiscência. E um poetar verdadeiro!
Opa ! Quem é o poeta dos hibiscos ... Quero conhece-lo poeta .
Acho que somos conterrâneos.
Abraço.
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