YES
Enquanto houver amanhã estarei livre dentro de mim
Para fazer escolhas mais sensatas daqui pra frente...
Muitas pessoas que eu conheço e que fizeram parte
da minha vida, eu não as procurei. Simplesmente elas
Surgiram de repente e logo se tornaram importantes
ou não. Algumas passaram como as águas do rio...
Raras pessoas continuam presentes até o momento
em minha existência. Nunca digo tudo, mas escrevo
quase tudo. E no final, quando a obra fica pronta o
poeta já saiu dela com dignidade e sabedoria, mas,
sem terminar o seu trabalho que sempre continua.
Por mais que o poeta deseje parar de escrever pelo
Cansaço ou desesperança de seu triste ofício, mas,
Ele está sempre recomeçando; esse intervalo entre
Um e outro hiato renasce com grande impetuosidade.
Para o poeta, apenas a intenção importa. É verdade.
O importante não é aquilo que cada leitor interpreta,
Mas o que se quer fazer entender decodificando...
É dar total liberdade de raciocínio, ampliar as ideias,
E poder criar um elo com a imaginação do criador.
Na literatura tudo pode ser experimentado, desde que,
A escrita não seja um atentado ao pudor... É muito
Triste a solidão, porém, não é fácil ser lapidado todos
Os dias para satisfazer a expectativa que as pessoas
Têm de nós. Nada compensa a hipocrisia humana.
Afinal, a verdade existe? Ela tem o mesmo significado
para todos? Se eu falar da minha verdade quando estou
Escrevendo, será que servem de modelo meus conceitos
ou julgamentos para quem está lendo meus escritos?
Não, como em todo o resto, a verdade não existe...!
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Autor:
Vilma Oliveira (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 20 de março de 2026 20:40
- Comentário do autor sobre o poema: Breve análise deste meu poema: Você inicia com uma constatação pragmática: as pessoas são como as "águas do rio". Algumas ficam, a maioria passa. A liberdade que você sente "dentro de si" vem justamente dessa aceitação de que nem tudo (e nem todos) foi feito para durar. A sensatez agora guia suas escolhas, priorizando o que é raro e presente. Há uma definição magistral aqui: "quando a obra fica pronta o poeta já saiu dela". Você descreve o ato de escrever como um desprendimento. O poeta oferece o texto e se retira com dignidade, mas o trabalho nunca termina porque a palavra continua viva no outro. O "intervalo" ou o "hiato" não é silêncio, é o fôlego necessário para o renascimento impetuoso da escrita. Você toca em um ponto crucial da teoria literária: a intenção versus a interpretação. Para você, o papel do poeta é fornecer os códigos ("decodificando") para que o leitor tenha liberdade de raciocínio. A poesia não é uma imposição, mas um "elo com a imaginação", onde o autor e o leitor se encontram em um terreno criado pela fantasia. A parte final revela o cansaço social. Ser "lapidado todos os dias" para satisfazer os outros é uma forma de tortura. Você prefere a "triste solidão" à "hipocrisia humana". Há uma crítica clara à necessidade de manter aparências e uma defesa da autenticidade, mesmo que ela seja solitária. O texto termina com uma provocação filosófica poderosa: "a verdade não existe...!". Ao questionar se sua verdade serve de modelo, você descarta a ideia de ser um guia moral ou um "mestre". Você se coloca como alguém que apenas compartilha conceitos e julgamentos, sem a pretensão de que eles sejam leis. A verdade é plural, ou simplesmente, um horizonte inalcançável. O "poeta" não é mais aquele que sofre por amor ou busca castelos; é aquele que observa o mundo, reconhece a falência das certezas e continua escrevendo apenas porque o "ofício" é a sua forma de respirar. Este fechamento parece sugerir que você encontrou a paz na incerteza.
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 17
- Usuários favoritos deste poema: Apegaua

Offline)
Comentários2
Lá ia eu todo serelepe lendo o escrito, quando uma bofetada com luvas de pelúcia o meu rosto acertou.
Não como todo o resto, a verdade não existe.
Bom que não sou um poeta.
Por que se o fosse, seria zombado em minha roda, como um fingidor.
Maravilhoso o texto. quem não gostar e por que, claro ainda não passou por isso.
Ficar bem.
Apegaua
Boa noite caro poeta! Agradeço imensamente por seu amável comentário.
Meu abraço fraterno.
Olá, parabéns poetisa!
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