Fugaz

Versos Discretos

No pedestal de carne, ela ascende e declina,
Com a majestade de uma divindade arcaica.
Seu corpo, sinfonia que a minha alma ensina,
Na coreografia terna, carnal e heróica.

Meus olhos se deleitam na visão do falo erguido,
Enlaçado em seu templo de desejo e ardor.
Cada pulsar, cada gemido, um pacto revivido,
No altar do prazer, onde nos tornamos um só ser.

Um crescendo de espasmos, o êxtase em fúria,
A vulva pulsante, em união divina com o meu ser.
Atingimos o clímax, a paixão em sua glória,
Num beijo de fogo, que nos faz reviver.

E no abraço final, a quietude se instala,
Nossos corpos exaustos, mas a alma em paz.
O poema termina, mas o amor não se cala,
Na memória gravado, este momento fugaz.

Comentários +

Comentários2



Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.