Dizem-me que em tempos
andou por aí alguém como eu.
Pois não conheci Pessoa assim.
Tão pouco sei o que ele escreveu,
apenas sei que morreu…
E aí estão certos,
espera-me o mesmo fim.
Dizem que sou seco e frio –
que sou distante – Não sei se
também assim o senhor seria,
eu – se Poeta – do amor errante,
sentido, outra coisa não faria.
Num soluço de letras usadas,
saem-me as palavras cansadas,
titubeio já – como que andando
por linhas tortas.
E como disse:
tal senhor desconheço,
apenas sei que de seu endereço
não tardarei a bater-lhe às portas.
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Autor:
Francisco Ribeiro (
Offline) - Publicado: 20 de março de 2026 11:19
- Comentário do autor sobre o poema: nada a ver. apenas eu.
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 2

Offline)
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