Isabela Fenix

Tu virá me salvar?

Oh, é só eu pensar em ti
Que a inspiração bate

Eu não sei quem está mais confuso
Se, sou eu ou meu coração
Mente em completa confusão
Mente na sarjeta
Sempre tão sozinha
E toda esta solidão
Minha alma gritando e gritando
Me salve!
Eu não sei, quem sou?
Estou em transe
Como se, como... Se eu estivesse todo esse tempo dormindo à sua espera.
Esse meu expirar tão profundo
Puxando da alma
Os teus últimos resquícios
Oh, respirar nunca doeu tanto
Como agora.
Acho que estou sucumbindo
Me afogando em meus tenebrosos sentimentos
Me afogando, neste lago sem fundo
Negro
Negro
Sem fundo
Me acorde
Antes que seja tarde demais
Acho que escuto vozes
Tua falta me enlouqueceu
Tua ausência me enlouqueceu
Estirada
Neste chão frio
Pele e chão colados
Friedade
Suor
Calafrios
Sem me importar.
Deitada estou no meio da casa
Ou estou deitada sobre a cama?
Não sei e não sei.
Perdi a noção do tempo e espaço.
Me perdi dentro de mim
Pior perda é perder para si mesmo.
Quando virá me salvar?
Pois, perdi a guerra contra meu coração.
Mente derretida
Coração partido
Tua ausência é uma dor maldita.
Não sei, se poderei aguentar.
Este estado anêmico e deprimente.
Tu virá me salvar?

Comentários1

  • Shimul

    Belo poema, Isabela Fenix. O objeto amado nos conduz a beira da insanidade, onde o descontrole dita as regras.
    Abraços.



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