CAMINHOS DA POESIA

Maria do Socorro Domingos

CAMINHOS DA POESIA

 

Vem!

E vamos fazer versos

Em plena madrugada!

Uma chuva fininha

Respinga na calçada,

É hora mais propícia

Para a inspiração.

 

Vem!

E faz da poesia

O teu nobre acalanto,

Esquece a tristeza,

Enxuga esse pranto

Que faz com que tu vivas

Em eterna prisão.

 

Vê!

Já surgem os raios

De um novo dia!

E o Sol aquecerá

Aquela areia fria,

Por onde a vida segue

Sua longa jornada.

 

Vem!

Deixa que tua alma

Caminhe junto a minha

E vamos, lado a lado,

Ver a chuva fininha

E vamos fazer versos,

Em plena madrugada! 

 

(Maria do Socorro Domingos )

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Comentários3

  • Apegaua

    Não queria comentar, por que iria dizer bravos e você poderia não gostar, pensando que estava brincando.
    Ai, vos pergunto. Mestra poetisa.
    Se você estiver pensando mesmo que estou a brincar, por favor me responda, de que?
    Pique cola, pulando elástico, ou pulando amarelinha.
    Fala serio em.
    Apegaua

    • Maria do Socorro Domingos

      Caro amigo poeta Apegaua, confesso que não sei de que você está pensando em brincar!
      Quanto a mim, no momento que compus estes versinhos, apenas estava olhando para o infinito, absorta em meus pensamentos, contemplando a natureza em mais uma bela madrugada!
      Muito obrigada por sua presença e interação.
      Um grande abraço, poeta!

      • Apegaua

        Se a querida poetisa estava contemplando a natureza, tenho certeza que nem me viu, mas eu encarnado no corpo de uma coruja, senti o seu agradável perfume que que aliciou todo o arrebol.
        Abraço aceito, com votos de um bom final de semana.
        Apegaua

      • Francisco Queiroz

        Que venham sempre muitas poesias em seus dias... Parabéns, poetisa!

      • Vilma Oliveira

        Olá poetisa Maria do Socorro! Boa noite! Esse poema é um convite lírico à superação através da arte. Ele utiliza o contraste entre a melancolia e a esperança para mostrar como o ato de escrever pode ser libertador. O eu lírico apresenta o verso como um nobre acalanto. A escrita não é apenas estética, mas uma ferramenta para enxugar o pranto e quebrar a eterna prisão da tristeza. O poema começa no ambiente íntimo e introspectivo da madrugada com chuva (propício à reflexão) e evolui para a luz do Sol, simbolizando um novo ciclo e o calor necessário para seguir a jornada. O uso repetido do imperativo: Vem! e a imagem de caminhar lado a lado, sugerem que a arte é mais poderosa quando compartilhada. Há uma busca por conexão entre duas almas para enfrentar a vida. A repetição de versos (como o da chuva fininha) cria uma circularidade que traz conforto, quase como uma canção de ninar que acalma a dor mencionada na segunda estrofe. É um texto reconfortante que transforma um momento de solidão em um despertar de esperança. Parabéns pelo poema! Meu abraço afetuoso.



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