CAMINHOS DA POESIA
Vem!
E vamos fazer versos
Em plena madrugada!
Uma chuva fininha
Respinga na calçada,
É hora mais propícia
Para a inspiração.
Vem!
E faz da poesia
O teu nobre acalanto,
Esquece a tristeza,
Enxuga esse pranto
Que faz com que tu vivas
Em eterna prisão.
Vê!
Já surgem os raios
De um novo dia!
E o Sol aquecerá
Aquela areia fria,
Por onde a vida segue
Sua longa jornada.
Vem!
Deixa que tua alma
Caminhe junto a minha
E vamos, lado a lado,
Ver a chuva fininha
E vamos fazer versos,
Em plena madrugada!
(Maria do Socorro Domingos )
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Autor:
Maria do Socorro Domingos (
Offline) - Publicado: 20 de março de 2026 06:24
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 90
- Usuários favoritos deste poema: Apegaua, Gilberto C. S. Jr., Lauraa, Vilma Oliveira

Offline)
Comentários3
Não queria comentar, por que iria dizer bravos e você poderia não gostar, pensando que estava brincando.
Ai, vos pergunto. Mestra poetisa.
Se você estiver pensando mesmo que estou a brincar, por favor me responda, de que?
Pique cola, pulando elástico, ou pulando amarelinha.
Fala serio em.
Apegaua
Caro amigo poeta Apegaua, confesso que não sei de que você está pensando em brincar!
Quanto a mim, no momento que compus estes versinhos, apenas estava olhando para o infinito, absorta em meus pensamentos, contemplando a natureza em mais uma bela madrugada!
Muito obrigada por sua presença e interação.
Um grande abraço, poeta!
Se a querida poetisa estava contemplando a natureza, tenho certeza que nem me viu, mas eu encarnado no corpo de uma coruja, senti o seu agradável perfume que que aliciou todo o arrebol.
Abraço aceito, com votos de um bom final de semana.
Apegaua
Que venham sempre muitas poesias em seus dias... Parabéns, poetisa!
Muito obrigada, poeta Francisco!
Grande beijo em seu coração.
Olá poetisa Maria do Socorro! Boa noite! Esse poema é um convite lírico à superação através da arte. Ele utiliza o contraste entre a melancolia e a esperança para mostrar como o ato de escrever pode ser libertador. O eu lírico apresenta o verso como um nobre acalanto. A escrita não é apenas estética, mas uma ferramenta para enxugar o pranto e quebrar a eterna prisão da tristeza. O poema começa no ambiente íntimo e introspectivo da madrugada com chuva (propício à reflexão) e evolui para a luz do Sol, simbolizando um novo ciclo e o calor necessário para seguir a jornada. O uso repetido do imperativo: Vem! e a imagem de caminhar lado a lado, sugerem que a arte é mais poderosa quando compartilhada. Há uma busca por conexão entre duas almas para enfrentar a vida. A repetição de versos (como o da chuva fininha) cria uma circularidade que traz conforto, quase como uma canção de ninar que acalma a dor mencionada na segunda estrofe. É um texto reconfortante que transforma um momento de solidão em um despertar de esperança. Parabéns pelo poema! Meu abraço afetuoso.
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