Contemplo, em êxtase contido,
a turgidez de teus ápices rosados,
que buscam o tato com a urgência dos famintos.
És o epicentro de uma sismo sensorial,
onde a pele se torna o pergaminho de uma luxúria ancestral.
Minhas mãos, outrora guiadas pela lógica,
agora buscam a concavidade de teus segredos,
explorando a umidade vívida que emana de teu âmago.
Ali, no âmago da tua feminilidade,
encontro o néctar que embriaga o espírito e incendeia a matéria.
Permite que eu percorra a extensão de tua geografia anatômica,
desde a nuca alva até o vale profundo onde a moral se desintegra.
Em cada espasmo, em cada arquejar de teus pulmões,
ouço a sinfonia da carne em clímax —
um paroxismo de prazer que transcende o vernáculo e se torna divindade pura.
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Autor:
Versos Discretos (
Offline) - Publicado: 19 de março de 2026 17:46
- Categoria: Erótico
- Visualizações: 7
- Usuários favoritos deste poema: Feiticeira
- Em coleções: Musas que Marcam.

Offline)
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