Diante de uma centelha, meu coração fumega
Deitado na grama, olhando o pôr do sol
As cinzas caem, parte de mim se esvai, bem devagar, bem devagar
Um isqueiro, uma fração de fogo, dentro de mim
Nada é mais importante, meu coração se esfriou
Nenhuma ansiedade, nenhuma preocupação
Lembre de mim, lembre do que sou, porque posso acabar esquecendo
Toque suave do sol, esquentando e ao mesmo tempo lhe matando
Árvores e coníferas, sem reflexo de mim mesmo
Não sinto saudade, não sinto algo sobre
Joguei fora as expectativas, sem opiniões eu ando
Nem sei por onde começou, apenas sei que um dia termina
Recolha o seu interior, solitário até o sol terminar o pôr
Nem mais nem menos, a minha presença é constante, a sua, inconstante
Estou puxando as cordas da dor, testando os meus limites
E tudo queima, esse gelo queima, queima muito a minha pele, o meu coração também
Distante, quase nebuloso, nada interfere
Uma centelha, uma faísca, um isqueiro tentando acender, as minhas linhas acabaram...
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Autor:
Marsh (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 18 de março de 2026 11:29
- Categoria: Surrealista
- Visualizações: 1
- Usuários favoritos deste poema: LF Text
- Em coleções: Melancólico.

Offline)
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