Quando o oceano toca com mansidão
tudo o que fez parte de mim
e as memórias são afastadas
como faço para conseguir
pensar sobre aquilo que me machucou?
O fogo incessante que você fez nascer em minhas mãos
que faz parte de mim mesmo quando eu não o seguro
ele me corta como a faca
ele me queima como a lâmina
Se um dia eu fugi de mim
eu sei que estive pensando
sei que não conseguia comer
e as coisas me destruíam aos poucos
minha fragilidade existente
descoberta por trás dos espelhos
Até mesmo o mar mais calmo
afogaria cada vaso sanguíneo com origem em meu coração
se tenho medo
é por um dia ter tido coragem
Eu estive em seu funeral
e não era você que estava morto
as larvas dentro de mim foram decepadas
e o que era podre, se tornou ainda mais
se dissolvo em água foi por culpa do ácido
assim como uma micela estou envolta por meus olhos
Os corredores escuros da minha alma
seguem sendo evitados por mim
se sempre fui assim
como pude ser diferente?
Quando estamos na rua
e nela existem luzes
que cuidam de lugares cuidados
minhas palavras te afetam
são como ele
o fundo do tesouro é devorado por traças?
Minha mente bate fraca
e corro, grito, falo tudo e cantarolo
para que me vejam e assim eu não possa escutar
submersa subversiva
eu morri afogada
mas meu coração havia gritado tanto
está tão claro
mesmo com todas as luzes apagadas
como vocês podem seguir sem ver
eu estou prestes a definhar
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Autor:
abacaxis soam como seu nome (
Offline) - Publicado: 18 de março de 2026 00:23
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 1

Offline)
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