Ó navegante de asas de cera,
Há tanto tempo estás sozinho,
E tanto procuras saída de Creta.
Ó Afélio, lugar sem bondade,
Recôndito, verdadeiro caminho…
É em tua direção a liberdade?
Tendo os ventos dado aviso,
Asas tal grão em moinho…
Ó Navegante sem juízo.
Ó Esperança que se derrete,
Ó falso brilho do arminho…
E à gravidade que se submete.
Ó frio que agora preenche,
Mergulhado em mundo marinho,
Tudo e nada lhe pertence.
Entrega-se e espera o fim,
Ó tecedeiras de vermelho linho,
Que história acaba assim?
Ó toque que me descansa!
Não estava no céu nem na montanha,
Calor que agora o entranha,
Claridade Mansa…
Etna que lhe acalma a mágoa,
Que agora o pode guiar,
Horizonte de sombra sem findar,
Organizado como prata sobre a água.
Ó Navegante sem asas de cera,
Sol quente e bravo, bem esquecido,
O teu inverno feito em primavera,
Ó Navegante Renascido…
-
Autor:
Deast (
Offline) - Publicado: 24 de março de 2026 19:40
- Categoria: Amor
- Visualizações: 2

Offline)
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.