Há um tempo para permanecer
e para ir embora mesmo permanecendo;
para ajudar, para ser ajudado;
para ser começo e para ter um recomeço;
para ser fim, sem perder a finalidade.
Há um tempo para cada coisa…
Sempre, desde sempre,
o tempo é o grande rio
que segue para o mar do infinito.
Não há volta: só há o presente e seu progresso.
O presente sempre é progresso;
o que vem adiante é mistério.
Nunca saberemos quando e como será,
o instante em que o rio nos entregará ao mar.
Lá, intuo, não haver a regra do sentido único:
passado, presente e futuro serão um,
e estarão em paz.
Lá só seremos, e lá cada coisa,
cada potinho, vai se dissolver.
De nós, aos poucos,
só restará o ressoar do perfume,
e quem sabe, enfim, despertaremos
para o grande Sonho que nos sonhou…
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Autor:
Francisco Queiroz (Pseudónimo (
Online) - Publicado: 17 de março de 2026 09:18
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 4
- Em coleções: Silêncios.

Online)
Comentários1
Lindo poema! A alma parece sair do corpo e querer boas ao infinito ao te ler. Que inspiração maravilhosa! Parabéns!
Que alegria e receber seu carinho em forma de comentário, é uma honra! Obrigado Poetisa. Um abraço!
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