Eu não sou inteira sincera
Me escondo atrás da brincadeira
Se tivesse poder, seria feiticeira
Talvez assim fosse verdadeira
Quero ser alguém de verdade
Sem vestir máscara de vaidade
Sem me esconder na maldade
Só alguém que queira ser inerente
Queria encontrar um herói
Que curasse meu dodói
Mas no meio de tantos zumbis
No fim eu que precisei ser o herói
Não consigo sentir meu espírito
Procurei no mundo respeito
Mas até nisso sou conflito
E temi meu próprio defeito
Vejo olhares cheios de mal
Meu coração se recolheu
Digo que nada valeu
Mas no fim… quem julga sou eu
— Naiumi
São Paulo, 14 de Março de 2026
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Autor:
Naiumi (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 15 de março de 2026 19:29
- Comentário do autor sobre o poema: Escrevi este poema em um momento de reflexão sobre autenticidade. Percebi como muitas vezes escondemos quem realmente somos atrás de brincadeiras ou pequenas máscaras para lidar com o mundo. No fim, porém, precisamos confrontar a nós mesmos e entender que talvez ninguém venha nos salvar, e que a maior batalha seja justamente encontrar força dentro de nós mesmos.
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 5
- Usuários favoritos deste poema: Sinvaldo de Souza Gino
- Em coleções: Fragmentos de Existir.

Offline)
Comentários2
Espero que sinta o poema em seu coração.
Parabéns! Gostei desse confronto dos dois eus seu! Esse conflito interior é muito importante para o renovo! Top!
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