O poder da Mão
A mesma mão que te mata,
É a que pode dar a bênção,
A que trabalha e constrói,
É a que se droga e destrói.
A que toca o céu com arte,
É a que aponta a arma e fere,
A que cura e a que dói,
É a que liberta e a que prende.
A que dá a vida e o pão,
É a que tira e destrói a nação,
A que se fecha e se isola,
É a que se abre e se doa.
A mesma mão que te guia,
É a que te leva à ruína,
A que te ergue e te sustenta,
É a que te derruba e te lamenta.
A mão dupla, contraditória,
É a que te faz e te desfaz,
É a que te dá e te tira,
É a que te mata e te faz viver.
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Autor:
GINO (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 15 de março de 2026 10:55
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 13
- Usuários favoritos deste poema: Naiumi Rodrigues, Vilma Oliveira

Offline)
Comentários1
Olá poeta! Boa noite! A mão é usada como uma metonímia para o agir humano. O texto enfatiza que a mesma ferramenta (ou talento/capacidade) que possui o potencial para o bem absoluto (cura, pão, benção) também carrega a semente da destruição (arma, ruína, mata). O poema estrutura-se em antíteses constantes. Isso mostra que a natureza humana não é linear, mas sim uma mão dupla que pode criar ou destruir dependendo da intenção que a move. Ao contrastar a mão que se fecha e se isola com a que se abre e se doa, o texto sugere que o destino — seja a vida ou a morte, a construção ou a ruína — está literalmente em nossas mãos. Saudações poéticas.
Muito obrigado amiga! Seus comentários me ajuda muito a ter outros olhar da produção! Excelente comentário, parabéns e muito obrigado, amiga poetisa!!!
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