Sábio Coração

L Lacerda

Que Deus ampare este cansado peito,
que tanto me resguarda e me separa;
conhece a causa oculta do que é feito,
mas cala quando a dúvida dispara.

 

Se for minha fortuna andar desfeito
do doce amor que a vida me declara,
deixe-me ao ermo, triste e imperfeito,
onde o vazio em mim o silêncio ampara.

 

Mas se um dia, por graça verdadeira,
Deus quiser alterar meu triste fardo,
acenda a noite clara fogueira

 

que rompa o véu do céu escurecido;
e diga, enfim, por voz derradeira:
se o amor me espera ou sigo só comigo.

  • Autor: L Lacerda (Offline Offline)
  • Publicado: 13 de março de 2026 15:42
  • Categoria: Reflexão
  • Visualizações: 1
  • Em coleções: Meus sonetos.


Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.