Olha, jovem:
esse reflexo na água
revela as marcas do tempo,
memórias gravadas na pele
de tantos caminhos vividos.
Instantes de alegria,
de dor e amor;
gestos de ternura,
sonhos pacientemente
tecidos em silêncio.
Ah, esses olhos que hoje ensinam
um coração outrora partido,
tantas vezes refeito
nas madrugadas da vida.
Ah, esse reflexo que sussurra:
jovem de ontem,
homem maduro de agora.
E no coração ainda repousam
as cicatrizes do tempo,
lembrando, à margem,
que o amanhã —
de algum modo —
sempre encontra
o caminho de volta.
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Autor:
Oswaldo Jesus Motta (
Online) - Publicado: 12 de março de 2026 16:01
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 18

Online)
Comentários1
Olá poeta! Boa noite! Esta é uma poesia tocante sobre a continuidade do ser. O eu lírico usa o espelho da água como um portal que conecta o jovem de ontem ao homem maduro de agora, transformando o envelhecimento de um processo físico em uma construção espiritual.
O poema não esconde a dor; as cicatrizes e o coração partido são apresentados como elementos fundamentais para a sabedoria atual. Elas não são feias, são marcas de superação. A ideia de sonhos pacientemente tecidos em silêncio sugere que a maturidade valoriza o processo interno e a resiliência, longe do barulho da juventude. O final é reconfortante. Dizer que o amanhã sempre encontra o caminho de volta quebra a ideia de um fim linear, sugerindo que, enquanto houver memória e reflexo, a vida se renova. Meu abraço poético.
Uau! Muito agradecido pelos comentários e reflexões. Gratidão por tudo...sempre! Abraço forte e poético!
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