Numa noite evasiva.
Onde no espaço os astros se evitavam.
Pedi vista.
Dessa conclusiva história evasiva de separação.
E como uma porta na minha cara bateu.
E sem sombra nenhuma de duvida. Vos contestei.
Esse caso foi tão intrincado que nem mais vênia existiu.
Era de se esperar o resultado do veredito.
Cada um para o seu lado.
Culpados em contradição.
E por serem primários exercerem profissões e nem mais morarem no mesmo endereço.
Foi lido o resumo a que se disponibilizou.
Que amarguem como fiel depositários saudades convicta a solidão.
Para se lembrarem.
Que no final do tudo.
Acaba se o amor.
Mas não a amizade.
Justo fator de conciliação.
Como mais nada se disse.
Dou fé e assino.
Por apegaua.
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Autor:
Apegaua (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 12 de março de 2026 13:08
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 23

Offline)
Comentários3
SERGIO NEVES - ...meu amigo, vou aqui dar o meu verecdito sobre um caso muito especial: a qualidade dos teus escritos...,...condeno-o a estar a escrever sem parar litetaturas como as que vem apresentando, pelos próximos 1000 anos! ...a sociedade leitora exige que assim seja...,...que para o bem de todos cumpra-se a sentença! /// Abçs.
Ao ler, tive a sensação de estar diante de uma verdadeira sentença. Os versos me conduzem como num processo: exposição dos fatos, contradições das partes e, ao final, o veredito.
Parabéns
Olá poeta! Boa noite! Este poema utiliza uma analogia criativa e bem estruturada, transportando o fim de um relacionamento amoroso para o universo do Direito e dos tribunais. O eu lírico transforma o término em um processo judicial. O uso de termos técnicos não é apenas decorativo, ele dita o tom da narrativa: Pedi vista / Veredito: Sugerem uma análise demorada e uma decisão final inevitável. Fiel depositários: Condena os envolvidos a guardarem a saudade e a solidão, como se fossem bens sob custódia judicial. Dou fé e assino: Encerra o poema com a formalidade de um escrivão ou juiz, dando caráter definitivo ao fim. O poema começa em um plano cósmico (astros se evitavam) e desce para o detalhe cotidiano e brusco (porta na minha cara bateu). Isso mostra que, embora a separação pareça algo escrito nas estrelas ou inevitável, a dor é física e imediata. Os amantes são descritos como culpados em contradição. O texto sugere que não há um único vilão; a vida seguiu (profissões, novos endereços), mas o crime cometido foi o desgaste natural da relação. O amor é visto como algo que tem fim (prazo de validade). O poema conclui que, mesmo após o trânsito em julgado (o fim do romance), o respeito e o laço da amizade devem ser preservados como a única parte do contrato que não se rescinde. Parabéns pelo poema! Meu abraço poético.
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