Meu bem que já não é meu,
Escrevo essa carta pra te libertar — e pra me libertar junto. Eu me suicido hoje não por ódio, mas por pena de mim mesmo. Pena de ver o que sobrou: um homem que ainda sorri quando vê teu nome, que ainda sonha contigo mesmo sabendo que é mentira, que ainda guarda foto velha como se fosse amuleto.
Eu não aguento mais ser o fantasma que te assombra sem querer. Então escolho morrer com dignidade: mato o amor que virou sofrimento disfarçado de esperança. Mato ele com um tiro limpo no peito: “não volto mais”.
Não é vingança. É misericórdia. Pra você, pra não ter mais que carregar minha sombra. Pra mim, pra não ter mais que carregar essa dor que virou rotina.
Quando acordar amanhã, vai sentir um vazio estranho — mas vai ser o vazio da liberdade, não da perda. Eu te libero. E me libero.
Se um dia lembrar de mim, lembra só do começo, quando era lindo e não doía. O resto eu levo comigo pro túmulo desse amor.
Com paz no fim, O que um dia te amou inteiro hoje escolhe morrer inteiro. levando
esse amor
-
Autor:
Abismopoetico2026 (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 12 de março de 2026 01:39
- Comentário do autor sobre o poema: UMA CARTA PARA ALGUÉM, ?
- Categoria: Triste
- Visualizações: 4
- Em coleções: ABISMOPOÉTICO2026.

Offline)
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.