Observando você de longe,
eu te vejo — mesmo em meio à multidão.
Eu percebo você.
Eu vejo você.
Como um ímã,
atraindo meus olhos para os seus,
como se amasse ter a minha atenção.
Por que você insiste no silêncio?
Quero te ouvir —
das conversas triviais
às suas dores e cicatrizes.
Quero te olhar,
mas não de longe.
De perto, bem perto,
perto o suficiente para ouvir sua respiração,
o ritmo do seu coração,
ou até o eco dos seus pensamentos.
Quero olhar para a sua alma,
aquela que guarda segredos e mistérios.
Você me permitiria?
Porém…
Você ainda me desejaria
quando eu me despisse
e restasse apenas minha alma
melancólica e intensa?
Quando os panos caíssem
e sobrasse somente quem tentei esconder do mundo:
alguém frágil,
sensível.
Você me tocaria
mesmo sabendo que seu toque
marcaria muito além da minha pele —
minha mente,
minha memória?
Você ficaria
quando tudo em você
se tornasse poesia em mim?
Seu jeito,
suas memórias,
você.
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Autor:
Laura Gomes (
Offline) - Publicado: 11 de março de 2026 17:56
- Categoria: Amor
- Visualizações: 4
- Usuários favoritos deste poema: Arthur Santos

Offline)
Comentários1
A escolha do vocabulário é excelente.
Belo poema.
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