Amor é queda
De um telhado
Olho as flores negras
No jardim em névoa
Nunca se cansa
Este olhar
Tu és como elas
Flores da sombra
E eu caio
Sempre
No teu abismo
Pousar em ti
Sentir o arrepio
Desejo que não passa
Perdição
de Ayalah Verônica Berg
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Autor:
Ayalah Berg (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 11 de março de 2026 15:28
- Categoria: Amor
- Visualizações: 28
- Usuários favoritos deste poema: Lírios na Tempestade, Arthur Santos

Offline)
Comentários2
Belo poema ao amor.
Boa Noite poetisa! Esta poesia é carregada de um romantismo sombrio e magnético. O amor aqui não é um porto seguro, mas sim um evento gravitacional, uma entrega inevitável ao perigo e ao desconhecido. A abertura Amor é queda /De um telhado/estabelece imediatamente a falta de controle. Não é um caminhar, é um despencar súbito e irreversível. O uso de flores negras, névoa e sombra cria uma atmosfera gótica. O eu lírico não busca a luz solar, mas se sente atraído pelo mistério e pelo que é noturno no outro. Ao dizer que cai sempre, sugere que esse amor é um vício, um abismo sem fundo onde a queda é eterna e o pousar é um alívio momentâneo, um arrepio que renova o ciclo. Existe uma aceitação da própria vulnerabilidade. O abismo não é algo ruim, mas o lugar onde o desejo reside. É um texto sobre a atração pelo que nos consome. Meu abraço poético.
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