Flores mortas de um outono passado

Marcos Alessandro

Em teu funeral 

Flores perpétuam o meu coração 

Flores lindas e mortas 

Assim como você 

Em teu rosto 

Expressa calma

Uma calmaria pós chuva 

E um silêncio que corta ventos 

Um amor que não volta

Não para mim

Mas para os confins do mundo 

Vermes farão um banquete de suas memórias 

Tais quais talvez eu esteja 

Tais quais eu vivo em ti 

Tal qual permanece aqui 

Teus cabelos lindos em véu branco 

A sete palmos de mim 

Meu coração morreu com ti 

Meu peito queima 

Mas não choro

O luto que vivi e ainda vivo 

Ainda estou aqui.

  • Autor: Marco Alessio (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 11 de março de 2026 06:18
  • Categoria: Triste
  • Visualizações: 4
  • Usuários favoritos deste poema: Arthur Santos
Comentários +

Comentários1

  • Arthur Santos

    Interessante uso da linguagem.



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