O carinho
que sinto nos olhos
quando te observo,
deve soar amargo
para você.
Amo-te,
mesmo sob o teu desprezo.
Simplesmente não me importo
com o que sentes por mim.
Não é amor;
transmutou-se em obsessão.
Nunca me prometeste o teu afeto,
mas, ainda assim,
eu o disseco à espera.
És tão belo
que ignoro as tuas falhas.
Em meus delírios, encontro o teu sorriso...
e isso não basta!
Oh, meu pequeno espécime,
perdido,
enjaulado.
Tão frágil,
tão vulnerável,
alheio ao próprio destino.
Encontro repouso
em teu desespero;
teu olhar de medo
me atrai.
Como o sangue vertido na água
que convoca o mais perverso dos
predadores.
O desejo de desvendar-te
jamais será alcançado.
Pois, para ti,
já sou um cientista revelado.
Não há como alterar
o que já se consumou.
Não sinto remorso
pelo que te causei,
embora saiba que doeu.
Eu te amo, pássaro raro.
Sinto muito... por você.
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Autor:
Ana julia Fernandes borba (
Offline) - Publicado: 10 de março de 2026 10:41
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 5
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