Aviso de ausência de Vilma Oliveira
YES
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É assim que eu te amo: Embevecida!
Na augusta solidão dos meus desejos
No afã da longa espera, enlanguescida,
Nessa ilusão cálida dos teus beijos!
É assim que eu te amo: Ávida loucura!
No desaguar das ondas frente ao mar
Espumas de ilusões são as venturas
O gozo divinal é o dom de amar!
O sonho dos meus sonhos desfalece
O nosso lábio unido é a prece...
A veste sublime, manto crepuscular
Vês! Quão bela fonte a jorrar nos céus
Gotas cristalinas nesses olhos teus...
Em lágrimas, por não poder me amar!
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Autor:
Vilma Oliveira (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 9 de março de 2026 20:04
- Comentário do autor sobre o poema: Breve análise deste meu soneto: O título e o início sugerem um amor "embevecido" e "ávido", mas o desenvolvimento revela que essa intensidade nasce da ausência. Palavras como "solidão", "espera" e "ilusão" pintam um quadro onde o desejo é mais forte que a realidade. Você utiliza elementos da natureza (mar, ondas, crepúsculo, céus) para espelhar o estado emocional. O "desaguar das ondas" funciona como uma metáfora eficaz para o transbordamento do sentimento, enquanto o "manto crepuscular" confere um tom de despedida ou de algo que se apaga. Há uma interessante fusão entre o desejo carnal e a religiosidade. O beijo é descrito como uma "prece" e o amor como um "gozo divinal". Essa elevação do sentimento ao patamar do sagrado é uma característica forte da poesia que busca nobilitar a paixão. O último terceto quebra a expectativa da "bela fonte". O que parecia ser uma imagem de plenitude ("gotas cristalinas") revela-se, no último verso, como lágrimas de um amor impossível. A impossibilidade de ser amado de volta ("por não poder me amar") transforma toda a "ávida loucura" anterior em uma dor resignada. O uso de termos como "augusta", "afã" e "enlanguescida" confere ao texto uma pátina de atemporalidade, aproximando-o de uma estética parnasiana ou simbolista.
- Categoria: Amor
- Visualizações: 356
- Usuários favoritos deste poema: Freddie Seixas, Arthur Santos, Geralda Maria Pinheiro Figueiredo Pithon, Sinvaldo de Souza Gino, LEIDE FREITAS
- Em coleções: Sonetos.

Offline)
Comentários8
O amor anda no ar...
Belo poema Vilma.
Obrigada poeta! Que seu dia seja abençoado ?
O teu também poetida Vilma. Gosto de te ler.
Adorei sua crítica! Sério mesmo! Achei demais! Muito obrigada!!!!!!!!!!!! 🙂
Que forte....o sonho dos meus sonhos desfalece.....
O nosso lábio unido é a prece.....
Tocante .....um encontro de almas que somam um amor inusitado...
Gosto muito dos teus escritos!
Linda noite poeta querida!
Muito obrigada poetisa! Tenha um ótimo dia! ?
Grata, poetisa querida!
Noiteee!
Sempre me surpreendo com os seus escritos poéticos.
Abraços
Muito Obrigada! Desejo que sua noite seja de muita paz!
Meu abraço.
Parabéns, poetisa! Excelente poema!
Muito obrigada poeta! Meu abraço fraterno!
Estou...Embevecido! Parabéns, poeta! Lindas palavras! Abraços poéticos!
Mais um soneto lindo.
Excelente tarde, poeta Vilma.
Agradecida querida amiga poetisa por seu comentário. Grande abraço. Até breve!
Presada poetisa, nesse esta a qualificar a nata do site.
Vê se não vai ficar tão orgulhosa, a ponto de ter que tropeçar na barra da saia.
Pois estando tão longe, tempo ira faltar para lhe amparar.
Bravíssimos.
Apegaua.
Grata caro poeta pelo comentário. Meu forte abraço.
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