Eu estou morta
Eu estou morta
Eu estou morta por seu amor
Não vê esse caixão?
Seu amor escuro que suga minha sanidade
Minha alma, minha bondade
Eu não sabia que poderia me perder neste castelo
Que ficaria cega como um morcego à luz do dia
Que o sangue não escorreria
Uma confusão mental como se fossem décadas
Uma tortura, uma coroa de arames farpados
Meus sentimentos distorcidos como árvores
Eu sempre fico entre seu amor e a morte real.
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Autor:
Drica (
Offline) - Publicado: 9 de março de 2026 15:36
- Comentário do autor sobre o poema: Vampiros
- Categoria: Gótico
- Visualizações: 10

Offline)
Comentários1
Boa noite poetisa! Você retrata o afeto não como cura, mas como um parasita que suga a sanidade. A imagem do castelo e do morcego evoca um isolamento clássico do Romantismo Sombrio, onde o amor é uma prisão luxuosa. A cegueira e a ausência de fluxo sanguíneo indicam uma paralisia emocional. Você está viva biologicamente, mas funcionalmente morta porque sua individualidade foi drenada. A coroa de arames farpados sugere um complexo de sacrifício. Há uma santificação da dor, onde amar o outro exige a sua própria anulação física e mental. O desfecho revela um estado de suspensão. Você não está lá nem cá, vivendo em um lugar onde a distinção entre a afeição dele e o fim da sua vida se tornou inexistente. É um texto denso sobre a perda de si em prol de uma paixão absoluta. Meus parabéns por seu poema! Abraço poético.
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