No instante em que eu me deparar com você,
desejarei oferecer-lhe meus braços
e, num abraço silencioso,
deixarei que o coração fale por mim.
Ali renunciarei à saudade
de tantos sonhos antigos
que pareciam inalcançáveis.
Será no olhar
— apenas no olhar —
que tudo se revelará,
como só você sabe fazer.
Ah, quando eu encontrá-la…
Afagarei teu rosto
e, num gesto quase insano,
pleno de paz,
pedirei ao tempo
que pare por um instante —
um minuto,
talvez dois —
e que esse momento
dure mais que a eternidade.
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Autor:
Oswaldo Jesus Motta (
Offline) - Publicado: 9 de março de 2026 13:50
- Categoria: Amor
- Visualizações: 68
- Usuários favoritos deste poema: Geralda Maria Pinheiro Figueiredo Pithon, Ranielly_Sobrinho

Offline)
Comentários2
Boa noite poeta! Você abdica das palavras. O abraço silencioso e o olhar sugerem que a conexão atingiu um nível onde a linguagem é insuficiente ou desnecessária. O pedido insano para que o tempo pare transforma o encontro em um evento (o tempo da oportunidade/divino), onde um ou dois minutos valem mais que a eternidade linear. A saudade aqui não é apenas dor, mas uma bagagem de sonhos antigos que finalmente encontra seu porto seguro. O gesto de afagar o rosto simboliza o retorno à ternura. Meus parabéns por seu poema! Abraço poético.
Uma semana iluminada e gratidão pelas palavras, poeta! Ótima tarde! Abraços poéticos!
Ali renunciarei à saudade
de tantos sonhos antigos
que pareciam inalcançáveis.
Quanta verdade...confie nos seus sonhos pois nunca serão inalcançaveis pois são reveladores.
Linda noite!!!
Ótima tarde, poeta! Muito obrigado pelas palavras! Um forte abraço poético!
Abraços querido!
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