Quando eu encontrá-la

Oswaldo Jesus Motta

No instante em que eu me deparar com você,

desejarei oferecer-lhe meus braços

e, num abraço silencioso,

deixarei que o coração fale por mim.

Ali renunciarei à saudade

de tantos sonhos antigos

que pareciam inalcançáveis.

Será no olhar

— apenas no olhar —

que tudo se revelará,

como só você sabe fazer.

Ah, quando eu encontrá-la…

Afagarei teu rosto

e, num gesto quase insano,

pleno de paz,

pedirei ao tempo

que pare por um instante —

um minuto,

talvez dois —

e que esse momento

dure mais que a eternidade.

 

Comentários +

Comentários2

  • Vilma Oliveira

    Boa noite poeta! Você abdica das palavras. O abraço silencioso e o olhar sugerem que a conexão atingiu um nível onde a linguagem é insuficiente ou desnecessária. O pedido insano para que o tempo pare transforma o encontro em um evento (o tempo da oportunidade/divino), onde um ou dois minutos valem mais que a eternidade linear. A saudade aqui não é apenas dor, mas uma bagagem de sonhos antigos que finalmente encontra seu porto seguro. O gesto de afagar o rosto simboliza o retorno à ternura. Meus parabéns por seu poema! Abraço poético.

    • Oswaldo Jesus Motta

      Uma semana iluminada e gratidão pelas palavras, poeta! Ótima tarde! Abraços poéticos!

    • Geralda Maria Pinheiro Figueiredo Pithon

      Ali renunciarei à saudade

      de tantos sonhos antigos

      que pareciam inalcançáveis.

      Quanta verdade...confie nos seus sonhos pois nunca serão inalcançaveis pois são reveladores.

      Linda noite!!!



    Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.