Existe um momento silencioso
em que o ser humano descobre
que não está apenas vivendo a vida.
Está escolhendo-a.
A maioria atravessa os dias como passageiro,
acreditando que o mundo é uma estrada fixa,
imutável, escrita por forças externas.
Mas há um segredo antigo
que poucos ousaram encarar:
a realidade não é um trilho.
É um campo de possibilidades.
E a consciência…
é a mão que gira o dial.
Cada pensamento,
cada emoção repetida,
cada crença que você aceita como verdade
é uma frequência silenciosa
sintonizando uma versão específica do seu destino.
Não é magia.
É alinhamento.
O homem que se vê pequeno
caminha inevitavelmente para mundos menores.
O homem que se vê poderoso
começa a perceber portas
onde antes havia paredes.
A vida responde
não ao que você pede,
mas ao que você acredita ser.
Porque o universo não escuta palavras.
Ele escuta estado de ser.
Há infinitas versões de você
existindo como possibilidades:
— o que prospera
— o que fracassa
— o que ama
— o que teme
— o que lidera
— o que se esconde
A diferença entre eles
não é sorte.
É identidade.
A realidade começa a mudar
no instante em que você decide
parar de tentar ter uma nova vida
e começa a ser a pessoa
que já vive essa vida.
Nesse momento, algo curioso acontece.
O mundo reorganiza suas peças.
Coincidências surgem.
Caminhos aparecem.
Pessoas mudam de atitude.
Não porque o universo mudou.
Mas porque você mudou de frequência dentro dele.
A verdade mais poderosa é simples:
Você não está esperando que a vida aconteça.
Você está selecionando qual vida acontece.
E quando isso é compreendido de verdade,
não como teoria,
mas como experiência interna…
uma nova postura nasce.
Você para de implorar pelo futuro
e começa a operar a realidade.
E então percebe algo extraordinário:
o maior poder do universo
não é força, riqueza ou tecnologia.
É consciência desperta.
Porque no momento em que você escolhe quem é
com absoluta convicção,
o mundo inteiro começa a responder
a essa decisão silenciosa.
-
Autor:
Gilberto Lima (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 6 de março de 2026 08:58
- Comentário do autor sobre o poema: Não escrevi este texto para convencer ninguém. Escrevi para provocar. Provocar pensamento. Provocar silêncio. Provocar aquele instante raro em que alguém para por um momento e pergunta a si mesmo: “E se a realidade não for exatamente como me disseram que é?” Durante muito tempo, disseram que o ser humano apenas reage ao mundo — que a vida acontece fora de nós e que nosso papel é apenas tentar nos adaptar a ela. Mas algo dentro de mim sempre desconfiou dessa história. Porque, quando observo com atenção, percebo que pensamentos criam caminhos, crenças moldam decisões e estados internos parecem alterar a forma como o próprio mundo se organiza ao nosso redor. Talvez não sejamos apenas observadores da realidade. Talvez sejamos participantes muito mais profundos dela. Não afirmo isso como verdade absoluta. Prefiro tratar como um convite. Um convite para olhar a própria mente com mais curiosidade. Um convite para questionar ideias antigas. Um convite para perceber que, muitas vezes, a maior transformação da vida começa em um lugar invisível: dentro da consciência. Se este texto provocar apenas uma pergunta nova na sua mente, então ele já cumpriu seu propósito. — Gilberto Lima
- Categoria: Reflexão
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