Quanto vale, afinal, uma alma?
Uma lágrima, que percorre
a face de uma criança,
roubando-lhe o brilho e a paz?
Haverá preço na angústia da espera,
no peito que aperta, que anula?
Como medir a dor advinda?
Como pesar a lamúria?
Uma lágrima, que percorre
a face de uma criança,
roubando-lhe o brilho e a paz?
Haverá preço na angústia da espera,
no peito que aperta, que anula?
Como medir a dor advinda?
Como pesar a lamúria?
A balança que afere o tormento
permanece imóvel, sem voz;
estática, indiferente...
A languidez tudo abarca e consome,
qual toldo me cobre;
anónima, perdida,
debruço-me na varanda do desconhecido
pronto a aceitar, não fujo.
permanece imóvel, sem voz;
estática, indiferente...
A languidez tudo abarca e consome,
qual toldo me cobre;
anónima, perdida,
debruço-me na varanda do desconhecido
pronto a aceitar, não fujo.
Não busco o perdão ou a glória;
não sou resiliente, nem obediente,
apenas "estou" entre a memória...
E o que resta,
na espera...
Vazio, tédio sem fim;
a eterna e fria quimera
que habita o que resta de mim
não sou resiliente, nem obediente,
apenas "estou" entre a memória...
E o que resta,
na espera...
Vazio, tédio sem fim;
a eterna e fria quimera
que habita o que resta de mim
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Autor:
ondavida amar (
Offline) - Publicado: 5 de março de 2026 10:59
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 4

Offline)
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