Antes da última notificação
E do hashtag do insta,
Desligo o mundo em silêncio
Como quem fecha uma janela da alma.
A luz azul ainda insiste
Em manter meus olhos acordados,
Promessas digitais piscam
Como estrelas artificiais no escuro do quarto.
Entre stories e memórias arquivadas,
Procuro algo que não tenha filtro,
Um sentimento cru,
Sem edição, sem legenda ensaiada.
Boa noite digo ao algoritmo,
Que nunca dorme,
Mas esquece de sonhar.
Que o descanso venha
Sem vibração,
Sem alerta,
Sem ninguém a digitar “estás online?”.
E que, por algumas horas,
Eu seja apenas humano
Longe do feed,
Perto de mim.
-
Autor:
PoetadeMarte (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 5 de março de 2026 05:14
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 7

Offline)
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.