Não consigo mais dormir;
só penso em como me redimir.
E nada disso faz sentido —
se foste tu quem errou, por que sou eu o punido?
Mal acredito no que sucede comigo;
é a primeira vez que abandono o orgulho antigo.
Quero-te novamente, desesperadamente,
e sinto que enlouqueço, lenta e silenciosamente.
Sinto tua falta.
Queres que eu a proclame em voz alta?
Aqui estou, a humilhar-me diante de ti…
Não basta para creres que te amo assim?
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Autor:
Raquel A. Roza (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 5 de março de 2026 00:33
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 18

Offline)
Comentários1
Boa noite poetisa! Este poema retrata a tortura do orgulho ferido e a inversão de papéis em um conflito amoroso. Há uma angústia palpável na pergunta retórica sobre a injustiça da punição, revelando um eu lírico que, apesar de se sentir injustiçado, escolhe a humilhação voluntária como última tentativa de resgate. É uma escrita marcada pelo desespero e pela pressa, onde a necessidade do outro é tão absoluta que silencia a razão e atropela o ego em nome do amor. Parabéns por seu poema! Meu abraço poético.
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