Súplica

Raquel A. Roza

Não consigo mais dormir;

só penso em como me redimir.

E nada disso faz sentido —

se foste tu quem errou, por que sou eu o punido?

 

Mal acredito no que sucede comigo;

é a primeira vez que abandono o orgulho antigo.

Quero-te novamente, desesperadamente,

e sinto que enlouqueço, lenta e silenciosamente.

 

Sinto tua falta.

Queres que eu a proclame em voz alta?

Aqui estou, a humilhar-me diante de ti…

Não basta para creres que te amo assim?

 

  • Autor: Raquel A. Roza (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 5 de março de 2026 00:33
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 18
Comentários +

Comentários1

  • Vilma Oliveira

    Boa noite poetisa! Este poema retrata a tortura do orgulho ferido e a inversão de papéis em um conflito amoroso. Há uma angústia palpável na pergunta retórica sobre a injustiça da punição, revelando um eu lírico que, apesar de se sentir injustiçado, escolhe a humilhação voluntária como última tentativa de resgate. É uma escrita marcada pelo desespero e pela pressa, onde a necessidade do outro é tão absoluta que silencia a razão e atropela o ego em nome do amor. Parabéns por seu poema! Meu abraço poético.



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