Chuvas de março

Luiza Castro

Terra tão seca,
vento tão quente,
as flores murchas —
chuva de repente.

Fico te olhando
até você acabar,
tantos relâmpagos
a iluminar.

Águas de março
não chegam ao sertão;
inundam a cidade
tão cheia de solidão.

Queria romantizar,
mas quem acorda cedo
sabe:
qualquer chuva
é mar
que afoga a cidade.

  • Autor: Luiza Castro (Offline Offline)
  • Publicado: 4 de março de 2026 18:10
  • Comentário do autor sobre o poema: Começou a chover forte na minha cidade...
  • Categoria: Reflexão
  • Visualizações: 3


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