Na guerra do trânsito, do tráfico,
Dos sexos, dos sons desconexos, da religião,
Destroem a terra! Vão ceifando vidas...
Esperanças perdidas… E destruição!
Na guerra do poder quem é o mais forte?
Quem brinca com a morte? Quem é mais vilão?
E seres estranhos, mesquinhos, tacanhos,
Ditando as leis! Afrontando a razão.
Quem tem mais valor? O negro? O branco?
Na guerra das raças, da pele, da cor?
Medição de forças - Ódio! Preconceitos,
Tolhendo direitos... Espalhando a dor.
Guerra é sempre guerra... O câncer da terra,
Dificulta o avanço, trava a evolução!
Sem armas, sem ódio... Com amor profundo
Plantemos no mundo a paz e o perdão!
***
Para deter a guerra, só há um meio: semear a paz!
( Maria do Socorro Domingos )
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Autor:
Maria do Socorro Domingos (
Offline) - Publicado: 4 de março de 2026 05:33
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 23
- Usuários favoritos deste poema: Vilma Oliveira

Offline)
Comentários1
Olá poetisa! Boa noite! A autora amplia o conceito de guerra. Não se trata apenas de conflitos armados, mas das micro-guerras cotidianas: no trânsito, na intolerância religiosa, no racismo (guerra das raças) e no machismo (guerra dos sexos). A segunda estrofe ataca quem dita as leis de forma mesquinha e tacanha, sugerindo que aqueles que detêm o poder muitas vezes afrontam a lógica e a ética. A metáfora da guerra como uma doença que trava a evolução é central. O poema argumenta que o ódio não é apenas moralmente errado, mas um obstáculo prático ao progresso da humanidade. A estrutura termina com uma solução clássica e pacifista. A autora propõe a substituição das armas pelo plantio (metáfora agrícola) da paz e do perdão. É um texto de caráter didático e reflexivo, que busca conscientizar o leitor sobre a autodestruição humana. Parabéns pelo poema! Saudações poética.
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