GUERRA

Maria do Socorro Domingos

 

Na guerra do trânsito, do tráfico,  
Dos sexos, dos sons  desconexos, da religião,
Destroem a terra! Vão ceifando vidas...
Esperanças perdidas… E destruição!

Na guerra do poder quem é o mais forte?
Quem brinca com a morte?  Quem é mais vilão? 
E seres estranhos, mesquinhos, tacanhos,
Ditando as leis! Afrontando a razão.

Quem tem mais valor? O negro? O branco?
Na guerra das raças, da pele, da cor?
Medição de forças - Ódio! Preconceitos,
Tolhendo direitos... Espalhando a dor.

Guerra é sempre guerra... O câncer da terra,
Dificulta o avanço, trava a evolução!
Sem armas, sem ódio... Com amor profundo
Plantemos no mundo a paz e o perdão!

                               ***

Para deter a guerra, só há um meio: semear a paz!

( Maria do Socorro Domingos )

Comentários +

Comentários1

  • Vilma Oliveira

    Olá poetisa! Boa noite! A autora amplia o conceito de guerra. Não se trata apenas de conflitos armados, mas das micro-guerras cotidianas: no trânsito, na intolerância religiosa, no racismo (guerra das raças) e no machismo (guerra dos sexos). A segunda estrofe ataca quem dita as leis de forma mesquinha e tacanha, sugerindo que aqueles que detêm o poder muitas vezes afrontam a lógica e a ética. A metáfora da guerra como uma doença que trava a evolução é central. O poema argumenta que o ódio não é apenas moralmente errado, mas um obstáculo prático ao progresso da humanidade. A estrutura termina com uma solução clássica e pacifista. A autora propõe a substituição das armas pelo plantio (metáfora agrícola) da paz e do perdão. É um texto de caráter didático e reflexivo, que busca conscientizar o leitor sobre a autodestruição humana. Parabéns pelo poema! Saudações poética.



Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.