O tempo não passa; ele corre de mim, de você, de todos que buscam um pouco da sua atenção.
O tempo não passa; ele corre, correndo sempre a pensar na amiga dele, a tal da vida.
Mas ele não corre para todo mundo; para alguns, o tempo já se esgotou, enquanto para outros, o tempo agora começou.
O tempo é repleto de tempo. Talvez não tenha sentido, talvez não seja sentido, talvez não seja agradável ou até amado. Afinal, é o tempo, né?
O tempo é contado em máquinas, mostrado no sol, visto nas sombras e ao redor do ar.
Me pergunto por que o tempo se declama tempo, pois afinal ele também não tem tempo para si mesmo; ele só dispõe de tempo para os outros, para os problemas dos outros.
O tempo é incompetente, mas infinitamente espirituoso, balbuciando várias coisas que são do seu gosto, dando as mãos ao destino.
O tempo é implacável, como uma navalha que corta tudo simetricamente, perfeito, sem cometer nenhum erro, porque afinal ele faz e sempre irá passar
O tempo não passa; ele ainda corre do desespero e da angústia no passado imperfeito.
Mas acredite: o tempo não acredita que ele mesmo tenha um fim, mas tem, porque tudo tem um começo, um meio e um fim.
E, para o tempo, o fim é a morte, uma coisa que ele acha indigna, impura e nada preenchida, porque ele não suporta confirmar que ele também tem um fim!
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Autor:
FELICITY_POETA (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 3 de março de 2026 15:50
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 4
- Em coleções: POEMAS DA ALMA.

Offline)
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