Dois Meses Depois do Sim

Junior Silva

Havia um céu suspenso
entre os últimos segundos do ano
e a eternidade que prometíamos viver.

Faltavam minutos para a meia-noite
quando nossos corações disseram “sim”.
Não apenas ao pedido,
mas ao invisível que nos esperava.

Sim ao que ainda não tinha forma.
Sim ao que estava por vir.
Sim ao nós —
que começava a nascer ali,
entre promessas e fogos no horizonte.

Dizíamos sim
ao que construiríamos juntos,
às madrugadas de conversa,
aos medos vencidos de mãos dadas,
aos sonhos que ainda nem sabíamos nomear.

E hoje,
dois meses depois,
volto a escrever.

Não apenas para registrar,
mas para eternizar.
Porque momentos assim
não foram feitos para caber no silêncio.

Foram feitos para serem lidos,
sentidos,
respirados por outros corações
que ainda acreditam
que um simples “sim”
pode mudar o rumo de um ano,
de uma vida,
de dois destinos que escolheram caminhar juntos.

E se hoje escrevo,
é porque aquele sim
ainda ecoa.

  • Autor: Jr.Silva (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 1 de março de 2026 04:57
  • Comentário do autor sobre o poema: Escrevo porque existem instantes que não podem ser esquecidos — eles precisam ser revisitados, sentidos novamente, compartilhados. Aquele “sim” não foi apenas uma resposta a um pedido, mas uma entrega ao futuro, uma escolha consciente de construir, enfrentar e acreditar. Dois meses podem parecer pouco para o mundo, mas para dois corações que decidiram caminhar juntos, é tempo suficiente para compreender que o amor é feito de decisão diária. Este poema nasce da vontade de eternizar o que é verdadeiro. Porque promessas ditas perto da meia-noite carregam a esperança de um ano inteiro — e, às vezes, de uma vida inteira. Que quem leia sinta coragem de dizer “sim” também — ao amor, ao risco, ao nós.
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 2


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