Solidão sem causa.
Desespero anímico.
Um sorriso como função.
A forma fingindo sentido.
A verdade não se oferece.
A sinceridade aprende o papel.
O mundo pede sobriedade.
Há um silêncio antigo
onde nada repousa.
Rituais substituem presença.
O vento passa, não leva.
Algo quer dizer-se
mas não encontra linguagem.
Então o corte,
o boato espalhado
antes do silêncio final.
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Autor:
Noétrico (
Offline) - Publicado: 1 de março de 2026 00:58
- Comentário do autor sobre o poema: A simples vida na sociedade, a realidade na forma como muitos encaram e por fim o destino de todos. É o momento em que os gestos permanecem, porém a presença já partiu, e tudo o que resta é o eco do que um dia pretendeu ser sentido.
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 4

Offline)
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